12 de Dezembro, 2009
Aspectos estatísticos do Estudo Woman’s Health Initiative, ou como as crenças dos “especialistas” são sempre mais fortes do que a Ciência ou que os resultados de qualquer estudo
O Women’s Health Initiative é aquele famoso estudo em que a dieta low-fat preferida das autoridades oficiais falhou rotundamente nos objectivos principais. Ao invés do esperado, a dieta low-fat "saudável", aquela em que só colocam 1 grama de azeite por prato de sopa, conseguiu, veja-se só esta proeza, aumentar o risco de acidente vascular cerebral e trombose venosa entre as mulheres que foram na conversa low-fat, e daí A. Colpo dizer que é uma dieta estúpida e potencialmente perigosa. Se você duvida do que estou a dizer, veja na própria página do NHI/NHLBI as conclusões do WHI. Eu não estou aqui a inventar nada. No que respeita a cancro, a dieta "low-fat" também não demonstrou nada, apenas que não houve qualquer diferença no risco de cancro em geral e do cólon, nem a redução do cancro da mama, que foi reduzidíssima, pôde ser considerada estatisticamente significativa. Aparentemente, a única vantagem encontrada foi uma redução no risco de fracturas, mas isto não é suficiente para alterar toda a nutrição da humanidade, não acha? Ah, e eu já disse que neste estudo só se disperdiçaram 415 milhões de dólares para tentar provar algo que, à partida se sabia, nunca funcionou? Mas o objectivo não era dizer (mais) mal da dieta low-fat, apenas indicar a existência do exercício de estatística abaixo, onde os especialistas se desdobram em esforços para tentar desdizer os resultados de um estudo inconveniente. O que de mais interessante temos a aprender com este tipo de documentos é como funciona a estatística dos estudos, como se devem torturar os dados convenientemente até eles confessarem o contrário, encaixando assim melhor nas nossas crenças à priori.
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